segunda-feira, 27 de junho de 2011

Aprendendo a viver com o aborto espontâneo

E quem já viveu a situação também sabe bem que dividir a dor ajuda. Mas como o assunto é pesado, às vezes acaba velado, transformando o sentimento em ainda mais dor.
Pensando nisso, a professora portuguesa Maria Manuela Pontes resolveu quebrar o silêncio e dar voz às mulheres que enfrentaram o mesmo problema que ela. Maria travou uma luta pela maternidade durante três anos e sofreu aborto espontâneo duas vezes. No livro “Maternidade interrompida - O drama da perda gestacional” (Editora Ágora, 2009), ela traz depoimentos que tratam da dor e do luto de mulheres que viveram essa situação.
Além do livro, ela fundou há oito anos o Projeto Artémis, em Portugal, onde vive. A associação apoia as mulheres vítimas desse tipo de perda e é uma das maiores organizações não-governamentais na área, oferecendo atendimento psicológico e aconselhamento às mães e a seus familiares.
Maria acredita que o aborto espontâneo é um tema pouco divulgado. “Existe um enorme silêncio ao redor do assunto, com nuances de um tabu que deve ser quebrado. A perda gestacional destrói vidas, famílias. É preciso dignificá-la e conhecê-la para que, de forma correta e humana, possamos ajudar essas mulheres”, afirma.
O que ela fez então foi juntar o trabalho desenvolvido na associação com a experiência própria e mais dezenas de depoimentos que ouviu e organizou durante seis meses. “Ele é o meu rumo, a promessa que fiz de não cruzar os braços e a prova de que é possível sobreviver. Com ele, dou um sentido a tudo o que vivi”, fala Maria sobre o livro.
Entre os depoimentos está o de Mafalda Sobral, que já sofreu nove abortos espontâneos, mas não perdeu o sonho de ser mãe. “Sofri indescritivelmente a dor da perda, de nove filhos que partiram. Todo o processo de sofrimento me condicionou como pessoa, mulher e profissional. É impossível não mudar, não se transmutarem os valores, as prioridades. Hoje, encaro o processo de perda como uma fase da vida que me ajudou a crescer como mulher”, relata a advogada. Ela ignorou a opinião de médicos, amigos e família, acreditou que conseguiria ser mãe e hoje tem dois filhos.



Divulgação
O drama do aborto espontâneoEm quatro capítulos, Maria traz mais testemunhos intensos como esse. O livro então serve tanto de apoio para essas mulheres quanto para os profissionais de saúde - que também precisam saber lidar com a situação. Ela finalmente conseguiu realizar o sonho de ser mãe pela primeira vez, em 2002, quando Vitória nasceu. Quatro anos depois, teve o segundo filho, Mateus. Em entrevista ao Vila Filhos, direto de Portugal, ela falou mais sobre esse problema que aflige centenas de mulheres.

Quais as maiores causas de abortos espontâneos identificados?
Normalmente a perda gestacional antes das 12 semanas (3 meses) é tida como uma seleção natural e, em Portugal, por exemplo, só após três perdas consecutivas é que se encaminha a mulher para um estudo profundo sobre o que realmente provocou o aborto espontâneo. Para mim, essa é uma ideia pouco humanizada que aumenta à indiferença. Mas entre as causas, posso citar desde problemas congênitos relacionados ao aparelho reprodutor, doenças auto-imunes, trombofilias e doenças infecciosas.

Como as mulheres reagem quando perdem um bebê espontaneamente?
Todas as mulheres, sem exceção, reagem mal. Sentem-se revoltadas, sozinhas, com muitas perguntas. Um dos sentimentos dominantes é a incompreensão, que leva a estados depressivos e a situações mais graves de psicoses, que necessitam de intervenção profunda e prolongada. A sociedade não aceita que estas mulheres chorem e as pessoas não compreendem porque se chora por um bebê que não nasceu. Por isso, elas se sentem completamente à margem do processo de luto. Passam-se anos, e a data da perda continua viva dentro delas. A perda passa a ser uma cicatriz e faz delas mulheres que calam um grito, essencialmente de dor e revolta.
O sofrimento dessas mulheres dura normalmente quanto tempo?
Toda a vida. Sei que deve parecer exagero, mas é a verdade. A dor apenas se transforma em saudade. Eu ainda hoje choro por meus bebês que partiram. Choro quando uma nova mamãe chega à Artémis e carrega toda aquela vivência que um dia foi minha. E as mulheres sofrem, por exemplo, quando chega a data em que deveria nascer o bebê, choram todos os anos as datas que marcam a perda e até quando voltam a ser mães e dão à luz. Todas as mulheres sofrem por toda a vida, apenas a dimensão é alterada.


Como eles conseguem superar a depressão e a dor? Qual a sua sugestão para essa superação?

Elas vão superando a dor aprendendo a conviver com ela. Por vezes, o apoio familiar é vital, o desabafar é uma ótima forma de ultrapassar o sofrimento, transformando-o em “acreditar” de novo.A depressão é mais complicada. Dificilmente uma depressão se auto-cura. É preciso intervenção de um profissional que oriente de forma terapêutica. Acredito que viver e conviver com histórias muito idênticas à nossa é a forma mais poderosa de se viver este luto.

E como encarar o desafio de uma nova gravidez? 
O desafio de uma nova gravidez, para quem já perdeu um filho, é algo atroz e bastante violento. Costumo dizer que quando engravidei da minha filha Vitória, todos os dias me preparava para perdê-la. Há mulheres que pura e simplesmente não fazem o enxoval do bebê antes do nascimento e vivem em sobressaltos diários, procuram sangramentos, dores, movimentos fetais indicadores de que mais uma vez, tudo vai acontecer. Viver uma gravidez depois de uma perda, depois de termos cicatrizados na memória momentos de autêntico drama, é muito complicado e bastante desgastante emocionalmente.


17 comentários:

  1. Sem duvida eh toda uma reorganizacao que um aborto espontaneo provoca na vida mulher, que se ve obrigada a abrir mao de seu sonho , temporariamente, para lidar com a dor desta realidade que se apresenta.
    A dor, o luto eh inevitavel, mas acredito que temos que buscar forcas e , ajuda, se necessario, para nao deixar que o vazio se trasnforme num buraco tao grande que engofe a mulher.
    A cicatriz fica, mas eh super importante que a mulher possa seguir sua vida bucando novas possibilidades, se aproximando do marido, para que quando engravide novamente, possa estar aberta a essa nova experiencia e poder curtir esses meses que virao!
    Muito legal teu Blog, Ana!
    Abracos,
    Flavia
    Maes Online: www.maesonline.blogspot.com

    ResponderExcluir
  2. Oi Flavia
    Obrigada por sua participação. Você é a primeira praticipante do meu blog :)
    é Flavia, você tem razão, nós temos que reorganizar nossa vida após uma perda, é a dor mais profunda que perfura nossa alma e nos faz viver a questionar. Eu tive uma perda há 3 meses. Estou um pouco melhor, mas hoje ainda me pego chorando muito, é tão triste!!!!
    As vezes penso se realmente vou conseguir lidar melhor com esta dor. Ontem chorei tanto antes de dormir, e meu marido veio me abraçar, e dormir chorando, mas pelo menos acordei melhor. Estou lutando para seguir minha vida, mas as sequelas psicológicas continuam aqui.
    Enfim, mas apesar de tudo, tem uma vozinha dentro de mim dizendo que tudo vai dar certo.
    Vamos continuar compartilhando nossas experiencias, seu blog tmb é maravilhoso.

    Beijos.

    Ana

    ResponderExcluir
  3. Olá obrigada por comentar no meu blog e pelo carinho. A perda é um sentimento indescritível, e causa sofrimento, mesmo no inicio ou no final como o meu caso aos 9 meses...Mas o que precisamos ter é forças pra seguirmos em frente e nunca desistirmos de nossos sonhos. Um grande abraço e apareça sempre em meu blog e já sou sua seguidora...

    ResponderExcluir
  4. Muito obrigada por sua participação assim. Sim eu li sua historia é muito emocionante. Que dor insuportavel, não é mesmo? Mas é como você diz precisamos procurar forças em algum lugar para continuarmos seguindo em frente.

    Beijão
    Ana

    ResponderExcluir
  5. Eu perdi meu baby, tinha 5 semanas. Isso foi há 2 dias, eu mal consigo acreditar que aconteceu.... hoje peguei o unico presentinho que ele teve, um ajo da guarda, levei a um bosque perto de casa e fiz um enterro simbolico... foi muito triste... eu nao consigo parar de chorar, eu já tenho um filho de 4 anos, eu não sabia que esaa dor era tão devastadora, estou com medo de nunca mais isso passar.... Patrícia.

    ResponderExcluir
  6. eu perdi ha dois meses e nao suporto escutar que minhas amigas estao gravidas!!! para mim e muito dificil e juro que tenho medo de engravidar de novo. estava de 4 semanas e entrei em depressao. fiquei muto mal e tive raiva do meu marido, pois achei q ele nao sentiu tanto. vou tentar apartir de janeiro e nao vou contar para ninguem ate os 3 meses. fefe

    ResponderExcluir
  7. Oi Patricia,
    Sinto muito por sua peda. Quando perdi eu tmb não acreditava no que estava acontecendo, sempre que eu acordava, me lembrava que eu não estava mais grávida, esse sentimento de vazio é terrivel. Achei bem legal a sua ideia de fazer um enterro simbólico, psicologicamente isso influencia também e nos ajuda a assimilar mais o fato da perda.
    Enquanto estiver recente vc não vai parar de chorar, comigo foi assim. Depois vc ainda chora, mas só em alguns momentos. Hoje quando estou conversando sobre minha perda eu não choro, mas se eu começo a pensar nos detalhes e quando eu falo que eu queria meu filho aqui.. daí eu choro. Sinto muita saudade do meu bebe que se foi.
    Mas eu acredito que ele é nosso anjinho. E está em algum ligar nos dando forças positivas.
    Patricia, esta dor nunca passa, mas nada melhor do que o tempo para amenisar a dor. Com o tempo a gente acaba a conseguindo viver com essa realidade.
    Desejo muito sucesso e saúde para vc e sua família.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  8. Oi Fefe
    Eu fico aqui pensando... como nós que perdemos temos os sentimentos bem parecidos. Assim como vc, quando eu perdi, eu também não queria ouvir nem ver grávida. E eu me sentia muito mal por isso. Como podia? Pois é, mas conversando com outras mamães que perderam vi que esse sentimento é normal, e depois de um tempo passa. Mas não é algo que vc chegue a desejar mal a ninguém. É como se vc visse naquela pessoa que ela tem algo que foi tomado de vc e que vc tanto queria e amava, tudo que era de mais valioso para vc se foi.

    Ter medo de engravidar depois também é outro sentimento que eu tive, e todas tem. É muito comum vc pensar que tudo vai acontecer de novo. E o medo só passa depois que o bebe nasce, e dai vc vai ter que saber encarar o medo de frente. E vou te falar que vale muito a pena. quanto ao seu marido, realmente, os pais sofrem de forma diferente da mãe, e até acho normal, pois o bebe estava sendo gerado dentro de nós. É normal que sintamos mais. Mas não siginifica que ele tmb não sofreu.

    Antes de tentar novamente dê uma avaliada se vc está preparada psicologiacamente para uma gravidez. E siga em frente, sempre com o pensamento positivo.

    Estou aqui torcendo por vc e volte para nos deixar seu depoimento de sucesso, ok?

    Tudo de melhor para vcs.

    Beijos

    ResponderExcluir
  9. Oi...faz 20 dias que perdi minha bebe...estava de 24 semanas...ela ja tinha tudo, nos estavamos contando os dias para a sua chegada e simplesmente do nada tive dores sangramentos,liguei para minha medica, fiquei internada...a esperança era eu segurar ela mais 03 semanas, mas não deu...na mesma noite ela nasceu...tinha problema pumonar e não aguentou!
    Doi de mais...eu meu esposo e minha familia sofremos de mais...na verdade ainda estamos sofrando...mas Deus tem nos dado forças a cada dia...e não vou desistir...se Deus quiser ano que vem engravido de novo...mas bate o medo...sera que pode acontecer de novo...mas tenho que ser positiva e creio que Deus vai me abençoar!!
    Bjuss adorei seu Blog!

    ResponderExcluir
  10. Me chamo Leticia e a uma semana perdi meu bebê, estava de 7 semanas e um dia antes havia escutado o coraçãozinho dele, não consigo entender estava tudo bem e no dia seguinte um sagramento e o saco gestacional e o embrião sairam inteiros, não senti dor fisica nenhuma mas emocionalmente estou distruida.
    Tento entender, aceitar mas não consigo, não tenho vontade de fazer nada nem de levantar da cama. Sei que se Deus permitiu que isso acontecesse épq era o melhor mas não estou conseguindo conviver com essa dor. Tenho uma filha de 7 anos que tb está muito triste e eu não consigo ajuda-lá, graças a Deus a escola dela é otima e eles tem me ajudado muito. As vezes quero tentar novamente e ao mesmo tempo tenho muito medo de passar por isso de novo. Como levei o embriao ao hospital está sendo realizado um exame para saber o motivo do aborto espontaneo.Peço a Deus que nos ajude, que nos conforte e de forças pois por minhas forças não vejo esperanças.

    ResponderExcluir
  11. Olá sou Daniela, tenho 25 anos e também infelizmente tive 2 perdas gestacionais as duas com 7 semanas um em 2010 e outro em 2011...esta sendo pank demais~tento não demonstrar esta dor para meu marido e acabo me sufocando e chorando muitas vezes sozinha como é difícil!Mas vamos lá bola para frente e tentar sonhar um sonho de Deus para nossas vidas. Estou fazendo tratamento com vacinas ILP.Estou tentando me confortar e acreditar mas como é dificil...

    ResponderExcluir
  12. Olá, também passei por um aborto, estava de 8 semanas e precisei fazer curetagem no dia 18/05. Estou sofrendo muito e lendo os depoimentos fico aliviada em saber que todo o sentimento que trago comigo é comum entre nós "maes de anjos". Tambem acho que esta dor nao va passar, ta dificil conviver com a ausencia e com a insensibilidade das pessoas... Peço a Deus que nos abençoe novamente e que este tempo de espera e luto sirva para nos fortalecer e nao mais sentir medo. Um forte abraço a todas.
    Quero deixar aqui um texto:
    Mãe de um Anjo ♥

    Deus olhando para a terra viu muitas mulheres que desejavam receber um anjo em sua vida e compadeceu-se delas...
    Enviou então vários anjinhos do céu. E disse:
    - Ide e alegrai estas mulheres na terra por algum tempo!
    ... Ao terminar esse tempo, voltem ao paraíso!
    Os anjos obedeceram com presteza e carinho a voz de Deus...e se empenharam nessa missão tão nobre e linda...
    Entretanto, um desses anjos se apaixonou por uma dessas mulheres ao dedicar-se à essa tarefa,descuidou-se e entregou-se de corpo e alma para aquela a quem deveria levar alegria e deu a essa mulher muito mais que Alegria...deu Amor de forma intensa e encantadora....tornando-a, a mulher mais feliz entre as mortais!
    Porém o prazo terminou e todos os anjinhos retornaram ao paraíso.
    E aquele anjinho apresentou-se com lágrimas à Deus e perguntou-lhe:
    - Porque o Senhor me trouxe de volta, se com isso iria fazer sofrer aquela mãezinha que tanto me amava.
    Eis que Deus respondeu-lhe:
    Ela sofrerá com certeza com lágrimas nos olhos e no coração a sua perda, mas com certeza terá aprendido para sempre a Força do Amor, da Humildade, da Compaixão, do amor ao próximo e saberá que Eu levei seu anjo, pois ele já tinha cumprido a sua missão na terra.
    Ela encontrará de novo a alegria de viver quando outro anjo habitar seu ventre.
    Consola-te anjinho mesmo não estando juntinho desta mãe!
    Pois teu amor viverá nela para sempre mesmo quando estiver amando outros filhos que virão, pois tu ensinaste o Amor eterno ...
    E essa era tua missão:
    ( Fazer dela uma mulher especial escolhida entre muitas mulheres para ser Mãe de um Anjo )

    Assim acredito e espero!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Linda esta mensagem Patricia!!!!!

      Também sou mãe de dois anjinhos, Julia e Rafael... Meus tão esperados gêmeos estão agora brincando e alegrando Papai do Céu!!!!
      Perdi meus bebês com 21 semanas de gestação e com eles perdi também a vontade de viver... Estava tudo correndo muito bem e quando fui fazer o ultrasom morfologico o médico disse que o colo do meu utero estava com 1,9cm de dilatação... Fui na mesma hora no consultório da minha GO que me pediu repouso absoluto e no dia seguinte as 11hs da manhã minha bolsa rompeu... fiquei desesperada e fui logo pro hospital.
      Hoje fazem 22 dias que os meus anjinhos se foram, mas a dor não diminuiu nem um poquinho... Choro o tempo todo e tudo me lembra meus anjinhos!!! Só peço a Deus força e sabedoria para conseguir passar por essa situação...E as outras mães que estão sofrendo assim como eu deixo um recado:
      - NUNCA desistam de seus sonhos, deixe Deus no controle e tudo se resolve! E lembrem-se: - Se você quiser muito alguma coisa e o mundo teimar com você seja teimoso com o mundo também, TENTE OUTRA VEZ!!!!!!

      Excluir
  13. ola meu nome é Daniele tenho 27 anos tenho um filho de 9 anos e tenho um sonho enorme de ter outro filho,dentro de um ano tive duas gestação interrompida ambas de 22 semanas(5 meses)as duas eram meninas,a primeira chegou a ficar 15 dias no hospital e foi registrada seu nome era Emilly victhoria, era linda nasceu no dia 31 de janeiro de 2011 e faleceu no dia 13/02/2011 foi o pior dia da minha vida me vi sem chão com o tempo me comformei consegui engravidar novamente em janeiro deste ano,mas infelizmente quando foi dia 3 de junho no dia do aniversario do meu filho de 9 anos a bolsa rompeu as 1 da manha fiquei internada para reverter a cituação,mas nõa teve jeito no dia 5 de junho tive que tirar pois corria risco de vida ate mesmo porque ela ja estava morta não conseguia nem chorar e para piorar me colocaram com todas as maes que tinham tido seus bebes normais ouvia aqueles chorinhos de bebes parecia que eu estava em um pesadelo e não conseguia acordar ate hoje eu consigo acreditar que isso esta acontecendo comigo,parece que é um pesadelo e que vou acordar a qualquer momento e tudo vai dar certo,tento levar a vida e continuar vivendo ate mesmo porque eu tenho um filho e sou casada,mas estou com muita tristeza pois não posso demostrar isso a ninguem por isso desidi escrever para poder me expressar e desabafar,o que me conforta e que os medicos acharam o meu problema que quando eu engravidar de novo eu preciso fazer uma circlagem para sigurar o bebe e fazer repolso e sei que vai dar certo porque creio em deus.

    ResponderExcluir
  14. Olá meu nome é Viviane.
    Estou de 13 semanas de gravidez e ontem na ecografia descobri, que o bebê tem displasia esqueletica.Tive vontade de morrer.Estou muito triste, pois é uma frustação enorme.Não sei o que vai acontecer, mas posso perder o bebê a qualquer momento, ou ele pode nascer e morrer.Parece que estou vivendo um pesadelo.
    Se alguém passou por algo parecido, por favor, me ajude, pois estou muito mal.

    ResponderExcluir
  15. Só quem passou por uma aborto sabe..., estou em "luta" com meu esposo pois não quero tentar uma nova gravidez o medo de passar pela dor física e psicológica novamente me desanima... perdi o meu em Outubro do ano passado, meu pequeno Matias, a dor é tão grande que chega a doer no peito. Meu medo é não amar o próximo filho como eu amo o Matias.

    ResponderExcluir
  16. Olá, tenho 34 anos e tbem sou mãe de anjinhos... tive um aborto com 11 semanas em 04/2012, foi muito dificil e com a Graça de Deus engravidei novamente em 04/2013, tudo corria muito bem em minha gestaçao gemelar, já sabiamos que eram 2 meninas Isabela e Heloisa, mas com 18 semanas sem sentir dores ou sangranento perdi o tampao uterino, fiz repouso durante 5 dias no hospital, qdo descobri que havia perdido uma das bebês e por causa de uma infeccao vinda da 1 bebê tive que interromper a gestaCão da forma mais dolirosa que podia ter acontecido, tive 2 partos normais e ainda sai do hospital produzindo leite... Esta extremamente dificil entender essa perda, faz um mes e ainda acordo com a sensaçao de que era só um pesadelo.Peço a Deus que nos dê força e a graça de engravidar novamente. Abçs

    ResponderExcluir